Vidros Temperados
Os vidros temperados têm como principal característica a sua resistência, obtida a partir do processo chamado "têmpera" que basicamente consiste em aquecer o vidro até temperaturas altas, próximas do 600º centígrados, para depois ser arrefecido rapidamente.
Este processo de aquecimento e arrefecimento súbito foi desenvolvido em 1929, sendo designado como Securit. Os vidros temperados são usados não apenas como vidros para carros mas também na construção civil, já que a sua resistência mecânica devido à têmpera torna-os muito versáteis.
Como são feitos os vidros temperados
Para iniciar o processo de criação dos vidros temperados começa-se por cortar vidro "normal" em chapas nas dimensões que se pretende, sendo estas depois alteradas através de vários tipos de processos destinados a adequar o aspecto do vidro ao uso a que se destina.
Assim sendo, o vidro poderá ser tornado "fosco", pode ser recortado, podem-lhe ser delineadas arestas, feitos furos para dobradiças, etc. É fundamental que todas as medidas sejam exatas já que qualquer erro nas dimensões do vidro ou na colocação de um furo por exemplo, poderá levar à perda de toda a peça na aplicação final, pois qualquer tentativa de alteração no vidro temperado final provavelmente levará a que este se quebre.
Depois disto o vidro deve ser lavado usando lixívias e solventes adequados com o cuidado de fazer uma secagem rápida de forma a evitar que fiquem resíduos secos na superfície do vidro o que prejudicaria o resultado final.
Após tudo isto, o vidro é então aquecido num formo até temperaturas altas, mas tendo o limite aproximado a 600º ou no máximo 700º dependendo do processo exato usado pelos técnicos. É necessário extremo rigor no controle das temperaturas pois acima deste valor o vidro poderia deformar-se.
De seguida o vidro é arrefecido rapidamente descendo a sua temperatura para cerca de metade. É este choque súbito de temperaturas que vai dar ao vidro temperado a sua resistência através da compressão da face externa das chapas de vidro.
Também no arrefecimento do vidro é necessário todo o rigor, pois caso o procedimento não seja bem feito, o vidro poderá fraturar-se. Uma outra característica que distingue o vidro temperado dos vidros comuns é que quando se parte, se divide em milhares de pequenos fragmentos, evitando assim ferir quem estiver por perto. Veja um exemplo de vidro temperado estilhaçado na imagem abaixo.
Se já teve a infelicidade que quebrar um vidro do carro, certamente notou como ele, a partir de uma pequena rachadura, se foi estilhaçando até ficar completamente dividido em pequeninos fragmentos como na foto.
Em casos onde se pretende vidros temperados de formas mais complexas como na construção civil, onde hoje em dia qualquer coisa pode ser criada na sua versão em vidro temperado, como mesas, estantes, e até portas inteiras, pode ser usado um procedimento diferente para a têmpera, através de um processo químico onde o vidro é imerso em nitrato de potássio derretido.
Depois do processo de têmpera estar concluído as chapas de vidro temperado podem então ser arrumadas, e posteriormente usadas para o fim que se pretende.